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"Cala-te boca"

por Hugo Gomes, em 23.11.23

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Parem de falar sobre como matar árabes e comecem a falar de como salvar os judeus!

Há cerca de dois dias, os familiares dos reféns israelitas pelo Hamas confrontaram o governo do seu Estado, os “alt-rights” (ultraconservadores radicais), sobre a sua incapacidade de resgate e o tom revanchista que tem agido no últimos tempos, enquanto, paralelamente discutiam a implementação da “sentença à morte” aos terroristas. Não se pode ignorar que o que se está a passar naquele conflito é um verdadeiro massacre com implicações para o resto do Mundo. Quais implicações? Os fantasmas do passado, o Holocausto propriamente dito como “carta trunfo” de um Estado que se julga pleno do “high moral ground”. Com isso recordo da ministra da cultura no ativo de 2018, ter acusado o realizador israelita Samuel Maoz de ter ridicularizado o “exército mais moral do Mundo” no seu filme [“Foxtrot”]. É um sintoma patológico deste século aqui novamente manifestado com tamanha pujança - “ou está connosco ou está contra nós” - imperando na comunicação, com isso afastado cada vez mais Israel da percepção mundial.

Os últimos casos remontam Hollywood; Susan Sarandon é “expulsa” do UTA devido à sua posição pró-palestina, e a rodagem do sétimo filme “Scream” é marcado pelo despedimento da protagonista Melissa Barrera devido a esses iguais termos e, automaticamente, Jenna Ortega (com maior star quality) a sair pelo seu próprio pé com “complicações de agenda” … tretas, o timing diz isso, chama-se solidariedade à sua “colega”. Juntando-se ao despedimento de Mia Khalifa do seu podcast da Playboy (não esperavam que uma libanesa defendesse Israel, pois não?), ou o “cancelamento” de Paddy Cosgrave. O “anti-semitismo” é a defesa destes “descartamentos”, e os conspiracionistas da dominância zionista e do mito do Priorados do Sião regozijam com a situação (Elon Musk no centro das atenções nesse manicómio), enquanto isso, o verdadeiro anti-semitismo e a islamofobia disparam desalmadamente.

Porém, falar do conflito em si é de difícil resumo, trata-se de território complexíssimo se visto numa lente imparcial, mas o tratamento tem sido de “branco no preto”. Para pragmatismos neste caso só vejo um, evidentemente, e para tal, aproprio-me, citando Ricardo Araújo Pereira no “Programa Cujo o Nome Estamos Impedidos de Dizer”: “(...) neste momento Israel está a terraplanar a Palestina.

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publicado às 10:15


10 comentários

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De Anónimo a 23.11.2023 às 12:54

...E a Palestina so não está a terraplanar Israel, porque não pode!
Mas os apoiantes dos Palestinianos, tentaram veementemente, terraplanar partes de Nova Iorque, certo?
Ou estou errado?
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De Neo a 23.11.2023 às 14:16

A cegueira ocidental formatada pelos mass-media num parágrafo.
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De Anónimo a 23.11.2023 às 15:02

Ora aqui está o comentário do
Néscio
Estúpido e
Ordinário
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De Anónimo a 27.11.2023 às 19:13

Caro Neo
O Natal está a chegar, e pela candura do seu comentário, peça a o menino jesus um neurônio adicional para fazer companhia ao pobre e único solitário que tem a vaguear pela imensidão (vazia) da sua caixita craniana...
O menino Jesus e bem capaz de lhe conceder esse desejo, tao grande e a falta que lhe faz...
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De Carlos Marques a 24.11.2023 às 00:07

A Palestina já lá estava. Não precisam de terraplanar. Só precisam que os invasores ilegais da ideologia extremista do naZionismo (Sionismo) saiam de lá, deixem de ocupar, de roubar, de agredir, e de matar. Os Palestinianos querem sair dos campos de refugiados (campos de concentração) e voltar a onde as suas famílias sempre viveram.

É muito engraçado (e nojento) ver os defensores dos "invadidos" na Ucrânia agora serem defensores dos invasores. Vocês não têm valores nem princípios, nem noção. Dizem e "pensam" aquilo que a cartilha da CIA vos instruir, por via da colonização cultural e informacional feita com Hollywoods, CNN, FOX, MTV, e hoje em dia via também o paleio dos partidos do "centro moderado" todos avençados da Casa Branca, a capital do império genocida ocidental.

Se o Hamas fez uma contra-ofensiva a 7-Outubro após quase 80 anos de invasão, é "terrorista".
Mas se os UkraNazis fazem uma contra-ofensiva, é "democracia" e "liberdade".

Se Israel (a INVASORA) se sente ameaçada, vai "defende-se" terraplanando Gaza, assassinando +14 mil civis, dos quais +6 mil crianças, em mês e meio.
Mas ai da Rússia que se atreva a fazer o mesmo em relação à real ameaça da ofensiva NATO, e se atreva a ajudar o povo do Donbass e da Crimeia a defender-se da real agressão UkraNazi (que foram quem violou a Paz de Minsk a 16-Fev-2022, 8 dias antes da Rússia ter de intervir com 100% justificação).

O Putin lá tem o mandado de captura emitido pelo circo de Haia.
O Netanyahu recebe visitas e apoio dos outros genocidas ocidentais.
E o Mundo inteiro está a ver.
Vamos pagar tão, mas tão caro, que vocês, vítimas da lavagem cerebral da propaganda ocidental (da chamada "imprensa livre") nem vão perceber bem o que está a acontecer.

No momento em que falamos, Israel invade Palestina, Líbano e Síria. Terraplana Gaza, invade a Cisjordânia, e só não bombardeia a Galileia pois já invadiu 100% dessa parte da Palestina. Israel ameaça Egito, Jordânia, e Irão.
E os EUA têm os barcos de guerra e as bases invasores em vários pontos dessa região para ajudar à festa.
Mas ai dum Palestiniano que se atreva a atirar uma pedra ou um rocket...isso é que é "terrorismo".

Ó pá, vão-se tratar, que o vosso mal é da cabecinha!
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De Anónimo a 27.11.2023 às 19:22

"Ó pá, vão-se tratar, que o vosso mal é da cabecinha!"...
Nós devemos conhecer-nos, certo? Tamanho e o a vontade com que vexa se me dirige...
"Ó pá", é la com a sua trupe do circo, não comigo.
Tudo o resto que está escrito para trás desta última "demonstração de amizade eterna", francamente, so consegui ler a primeira frase... é tudo tao enfadonho, abjecto e repetivo desde 1917, que ja não há pachorra para mais.
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De Anónimo a 27.11.2023 às 19:30

PS - Portugal, antes do D. Afonso chegar a vias de facto com a mãe, ja existia e era dos Mouros, aqueles fulanos ali do Norte de Africa...
Por essa ordem de ideias, não acha que este lindo território a beira-mar plantado, também lhes devia ser devolvido? Uma "burka" so com janelinhas para os olhinhos (e se possível com um açaime...) assentava-lhe como uma luva!!!
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De Antonio Lopes a 23.11.2023 às 14:54

És da Palestina? És muito bom.
És de Israel? És muito mau.
Cambada de idiotas. O discurso do costume.
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De Anónimo a 23.11.2023 às 15:10

o
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De Anónimo a 23.11.2023 às 15:10

Qual o objetivo dos seus textos?
Se não souber, o melhor é não escrever mais.

E como diz num comentário, os mass-media formatam. Mas parece que para alguns isto é difícil de perceber.

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