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Parem de falar sobre como matar árabes e comecem a falar de como salvar os judeus!
Há cerca de dois dias, os familiares dos reféns israelitas pelo Hamas confrontaram o governo do seu Estado, os “alt-rights” (ultraconservadores radicais), sobre a sua incapacidade de resgate e o tom revanchista que tem agido no últimos tempos, enquanto, paralelamente discutiam a implementação da “sentença à morte” aos terroristas. Não se pode ignorar que o que se está a passar naquele conflito é um verdadeiro massacre com implicações para o resto do Mundo. Quais implicações? Os fantasmas do passado, o Holocausto propriamente dito como “carta trunfo” de um Estado que se julga pleno do “high moral ground”. Com isso recordo da ministra da cultura no ativo de 2018, ter acusado o realizador israelita Samuel Maoz de ter ridicularizado o “exército mais moral do Mundo” no seu filme [“Foxtrot”]. É um sintoma patológico deste século aqui novamente manifestado com tamanha pujança - “ou está connosco ou está contra nós” - imperando na comunicação, com isso afastado cada vez mais Israel da percepção mundial.
Os últimos casos remontam Hollywood; Susan Sarandon é “expulsa” do UTA devido à sua posição pró-palestina, e a rodagem do sétimo filme “Scream” é marcado pelo despedimento da protagonista Melissa Barrera devido a esses iguais termos e, automaticamente, Jenna Ortega (com maior star quality) a sair pelo seu próprio pé com “complicações de agenda” … tretas, o timing diz isso, chama-se solidariedade à sua “colega”. Juntando-se ao despedimento de Mia Khalifa do seu podcast da Playboy (não esperavam que uma libanesa defendesse Israel, pois não?), ou o “cancelamento” de Paddy Cosgrave. O “anti-semitismo” é a defesa destes “descartamentos”, e os conspiracionistas da dominância zionista e do mito do Priorados do Sião regozijam com a situação (Elon Musk no centro das atenções nesse manicómio), enquanto isso, o verdadeiro anti-semitismo e a islamofobia disparam desalmadamente.
Porém, falar do conflito em si é de difícil resumo, trata-se de território complexíssimo se visto numa lente imparcial, mas o tratamento tem sido de “branco no preto”. Para pragmatismos neste caso só vejo um, evidentemente, e para tal, aproprio-me, citando Ricardo Araújo Pereira no “Programa Cujo o Nome Estamos Impedidos de Dizer”: “(...) neste momento Israel está a terraplanar a Palestina.”
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